Mateus (12:1-21)
O Senhor do Sábado (Mc 2.23-3.6; Lc 6.1-11)
1 Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. 2 Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado”.
3 Ele respondeu: “Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? 4 Ele entrou na casa de Deus e, junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. 5 Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? 6 Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo. 7 Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’ [Os 6.6], não teriam condenado inocentes. 8 Pois o Filho do homem é Senhor do sábado”.
9 Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, 10 e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: “É permitido curar no sábado?”
11 Ele lhes respondeu: “Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? 12 Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado”.
13 Então ele disse ao homem: “Estenda a mão”. Ele a estendeu, e ela foi restaurada, e ficou boa como a outra. 14 Então os fariseus saíram e começaram a conspirar sobre como poderiam matar Jesus.
O Servo Escolhido de Deus
15 Sabendo disso, Jesus retirou-se daquele lugar. Muitos o seguiram, e ele curou todos os doentes que havia entre eles, 16 advertindo-os que não dissessem quem ele era. 17 Isso aconteceu para se cumprir o que fora dito por meio do profeta Isaías:
18 “Eis o meu servo,
a quem escolhi,
o meu amado,
em quem tenho prazer.
Porei sobre ele o meu Espírito,
e ele anunciará justiça
às nações.
19 Não discutirá nem gritará;
ninguém ouvirá sua voz
nas ruas.
20 Não quebrará o caniço rachado,
não apagará o pavio fumegante,
até que leve à vitória a justiça.
21 Em seu nome as nações
porão sua esperança” [Is 42.1-4].
27/03/07 às 6:39
Jesus era uma ameaça séria à doutrina judaica daquela época. Os fariseus queriam matá-lo assim como os cristãos mais tarde mataram os gnósticos, entre outros hereges. Depois os cristãos se tornaram uma ameaça para o império romano e foram perseguidos por isso. Mas o Pai ressuscitou Jesus Cristo e tem mantido sua Igreja viva até hoje.